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Biodiversidade e riquezas do Brasil

          Que o Brasil é um dos maiores em biodiversidade do mundo não novidade pra ninguém, estima-se que a biodiversidade existente no Brasil represente cerca de 20% de tudo o que há de vida no planeta, o problema é que a maior parte desta diversidade ainda não é conhecida ou descrita pela ciência e ainda o que é conhecido é pouco divulgado.
Como valorizar o desconhecido é tarefa muito difícil a degradação de áreas naturais no Brasil é uma realidade muito presente na nossa sociedade, entretanto a intenção de post não é pedir que o leitor se torne um ativista em defesa das causas ambientais, queremos apenas mostrar um pouquinho de Brasil e sua rica biodiversidade natural.


          
Vamos começar falando em Cerrado, este bioma tem cerca de 33% da biodiversidade do país, sendo portanto a  savana mais rica do mundo em espécies. Apresenta um extenso complexo hidrográfico, em seu entorno são formadoras de 3 bacias hidrográficas: Bacia do Tocantins, Bacia do Araguaia e Bacia do São Francisco. 

Localizado na região central do país ocupa em torno de 25% do território nacional.

Conhecido popularmente por suas árvores de galhos tortuosos, casaca grossa e de pequeno porte, suas fitofisonomias abrigam cores e formas exuberantes que cativa a fauna local. No Guia de Campo "Frutos e Sementes do Cerrado Atrativos para Fauna" (Marcelo Kuhlmann Peres) publicado este ano, mostra um pouco desta relação vital entre fauna e flora.

                                                                                             (Foto capa do livro)



O livro inclui a descrição de 150 espécies do bioma Cerrado que produzem frutos e sementes atrativos para a fauna, com mais de 1.300 fotos impressas em alta qualidade, detalhando-se suas principais características morfológicas, época de maturação dos frutos, ambientes de ocorrência, animais atraídos, principais formas de uso e germinação.(sinopse do livro) 
Você pode encontrar mais informações sobre este guia no site Frutos Atrativos do Cerrado.

Deixo aqui um pouquinho do vi em uma área de cerrado ao norte de Minas Gerais













Informe-se, conheça, aprecie!!!!




Pra gostar de Literatura... Castro Alves




PARA AQUELES QUE GOSTAM DE LITERATURA ....


                                                   E OS QUE NÃO GOSTAM, APRENDEREM A GOSTAR..



Para o Mês de março trazemos uma das principais obras de Castro Alves- nascido em 14 de março de  1847- O Navio Negreiro





Nessa obra Castro Alves relata uma das  partes mais sofridas e angustiantes da nossa história, que envolve a escravidão de africanos no Brasil. Relata no poema as passagens durante a navegação que levava negros africanos da sua terra de origem, África, para viverem como escravos no Brasil. 
Evidencia a falta de liberdade, os castigos físicos, as humilhações, os maus tratos e as doenças como peste negra,que ocorriam dado as más condições de alojamento dos negros, nos porões dos navios. E também todo o descaso por essas pessoas, pela sua cultura, por sua vida, pois muitos escravos morriam durante a viagem e seus corpos eram jogados ao mar.
Castro Alves chama a atenção para as contradições entre as glórias de uma nação sob o sofrimento de outra. Como o Brasil se beneficiaria com a exploração da mão de obra africana.  



O Navio Negreiro
(Tragédia no mar) 



'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.


'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...


'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...


'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...


Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.


Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!


Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!


Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!


Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia,
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
..........................................................


Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!


Albatroz! Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.



II

Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após.


Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
— Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão!


O Inglês — marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir!


Os marinheiros Helenos,
Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu...
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu!...



III

Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!



IV 

Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...


Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!


E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...


Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!


No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."


E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...


 
V

 
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!


Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...


São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão...


São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.


Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
...Adeus, ó choça do monte,
...Adeus, palmeiras da fonte!...
...Adeus, amores... adeus!...


Depois, o areal extenso...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.


Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...


Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!...


Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas 
 
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!... 



VI

Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...

Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!



São Paulo, 18 de abril de 1869.




PARA AQUELES QUE GOSTAM DE LITERATURA ....


                                                   E OS QUE NÃO GOSTAM, APRENDEREM A GOSTAR..


A cada mês apresentaremos um livro, um conto, uma poesia para que você se distraía e aprenda por meio da literatura.

Como fevereiro é o mês do carnaval  o livro escolhido é  "Antes do baile verde" um conto de Lygia Fagundes Telles.


Retrata a contradição entre a alegria e felicidade caracterizadas pelo carnaval e a angustia e sofrimento trazido pela possibilidade da morte. 


Conta a história de uma jovem que se prepara para ir a um baile de carnaval em sua cidade, uma festa a fantasia em que todos devem ir vestidos de roupas verdes. Mas nesse mesmo dia seu pai está muito doente, à beira da morte. A jovem se depara com uma situação na qual tem que escolher entre se divertir com o namorado no baile ou cuidar do pai.  Movida pelo egoísmo de se divertir inventa várias desculpas para si mesma e tenta responsabilizar  outras pessoas pelo estado do pai, como a empregada e o médico. 
Uma história marcante e forte que envolve sentimentos de culpa e dever e o desejo de se divertir no baile, o que ocasiona no final a fuga da jovem em busca da diversão no tão sonhado baile de carnaval. 

A autora retrata nesse conto e chama a nossa atenção para o egoísmo e a mesquinharia humana. Apresentando uma jovem que prefere ir se divertir ao invés de cuidar do pai enfermo, ao se deparar com os sentimentos de culpa, medo e desejo.
Apresenta momentos mais angustiantes da vida humana, tal angustia é passada ao leitor ao final do conto, pois este é deixado em aberto, provocando uma maior interação entre leitor e o livro, possibilitando várias finais para o conto. 


                                                                                                   Leia e faça seus próprios julgamentos.
                                                                  

                                                                                                                                   boa leitura!! 

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Biologia Marinha -- Cifonauta --- Cebimar



Conheça o site de divulgação de pesquisa marinha do Cebimar - USP. No Cifonauta você encontra fotos e informações sobre  biodiversidade marinha, o site é um banco de imagens criado pela Universidade de São Paulo e tem com objetivo disseminar conhecimento das pesquisas por ela produzida.
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